Quero ser cliente
Central de Vendas 0800 707 4774 ou 54 3544 1800
Postado em 16 de Abril de 2019 às 08h14

82,65% dos médicos usam tecnologias no dia a dia da assistência aos pacientes

Seja para observação dos pacientes ou para otimizar as consultas, os médicos do estado de São Paulo têm as novas tecnologias incorporadas ao seu dia a dia. Hoje, são 82,65% os que registram usá-las em seus consultórios, clínicas ou hospitais.

Os dados são de pesquisa inédita da Associação Paulista de Medicina e do Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizada entre 15 e 25 de março de 2019. O intuito do levantamento, com 1.614 entrevistados, foi compreender melhor como os médicos paulistas reagiram após o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicar, em 7 de fevereiro, a Resolução nº 2.227/2018, que definia e disciplinava a Telemedicina, e revogá-la no dia 22 do mesmo mês.

A APM tem o entendimento de que é urgente normatizar a Telemedicina no Brasil, já que hoje, as regras válidas datam de 2002, ou seja, vácuo de uma eternidade, se considerada a velocidade dos avanços das tecnologias em Saúde e da própria Medicina. Essa necessidade de normatização célere é confirmada pela opinião de 98,7% dos médicos, concordando que as soluções digitais trazem avanços para o atendimento aos pacientes.

Segundo 91,39%, os hospitais ou instituições nos quais trabalham já fazem uso dessas tecnologias. Mesmo assim, há uma divisão de prós e contras entre os pesquisados quando chamados a se posicionar sobre teleconsultas e teleprescrições.

São 50,74% os favoráveis à prescrição eletrônica, após consulta presencial, enquanto 49,26% se manifestam contrariamente. Por outro lado, 45,04% concordam com consultas a distância, após uma presencial, e 54,96% não.

Os profissionais de Medicina, em sua maioria, 78,69%, também veem com bons olhos a utilização do WhatsApp e ferramentas semelhantes na relação com os pacientes.
Além disso, das 1.614 respostas, 67,66% concordam com a frase ?A tecnologia não vai substituir o médico, mas pode substituir o médico que não usa tecnologia?. São 83,89% os que acreditam que os aparelhos celulares serão capazes de funcionar como guardiões da saúde, possibilitando que as pessoas monitorem certos aspectos da saúde em suas próprias casas.

Também é expressivo, 84,57%, o grupo favorável a que as informações de saúde dos cidadãos sejam disponibilizadas em nuvem digital, com proteção de dados, mas acessíveis aos médicos. Aliás, 93,68% entendem que o compartilhamento de informações pode ser benéfico aos profissionais, aos pacientes e ao sistema.

Sobre a forma como o Conselho Federal de Medicina produziu a Resolução nº 2.227/2018, existe uma insatisfação evidente. 76,52% dizem que os médicos não foram devidamente consultados, ou seja, a percepção é a de que o debate deveria ter sido bem mais aprofundado.

É negativa ainda a percepção sobre o tratamento que o Mistério da Saúde dispensa ao tema, historicamente. 93,06% dizem que o MS não dissemina as novas tecnologias com a agilidade que deveria. Assim, fica fácil compreender porque 92,87% acham que países como Japão, Alemanha e Estados Unidos estão bem à frente do Brasil na incorporação de ferramentas digitais positivas à boa prática da Medicina.

Fonte: 2+ Farma
Link: https://www.doisamaisfarma.com.br/noticias/8265-dos-medicos-usam-tecnologias-no-dia-a-dia-da-assistencia-aos-pacientes/

Veja também

Finalizado teste inicial do sistema de rastreabilidade de medicamentos08/05/19 Após um ano de testes e participação de mais de 15 empresas, entre indústrias, distribuidoras, farmácias e hospitais, a Anvisa concluiu, no último dia 28 de abril, a fase experimental do Sistema Nacional de rastreabilidade de medicamentos (SNCM). Foram movimentadas, apenas no último mês, mais de 40 mil unidades de medicamentos serializados e com o Datamatrix nas embalagens, desde sua produção na indústria até a......
Cientistas alertam para risco de chikungunya em áreas de mata09/04/19 Mosquitos silvestres têm potencial para transmitir vírus O vírus da chikungunya pode sair das cidades para as matas brasileiras, tornando-se silvestre e impossibilitando a erradicação da doença no país. O alerta é de cientistas dos institutos Oswaldo Cruz......
O efeito do acordo de livre-comércio nos medicamentos genéricos09/07/19 As exigências da União Europeia para o acordo podem prejudicar a produção de medicamentos genéricos no Brasil Apesar das inegáveis vantagens, o acordo de livre comércio do Mercado Comum do Sul (Mercosul) com a União Europeia (UE) pode prejudicar a produção......

Voltar para Notícias