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Postado em 17 de Setembro de 2019 às 07h59

Aprenda a cultivar uma farmácia de ervas medicinais dentro de casa

Vasos e canteiros de casas e apartamentos podem se transformar em uma verdadeira farmácia viva, com plantas que ajudam a tratar de resfriados a doenças de pele.

Para começar o arsenal de espécies medicinais, alfavaca, alho, dente-de-leão e tanchagem são boas opções (veja abaixo para que cada uma delas serve). Completam a farmácia básica erva-doce, boldo, sálvia e guaco —ervas que constam em publicações como o guia Plantas Medicinais, lançado pela Escola Municipal de Jardinagem do Departamento de Educação Ambiental (Umapaz), vinculado à Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

A fitoterapia, nome que se dá ao tratamento e à prevenção de doenças pelo uso de plantas medicinais, é aceita pela comunidade científica. Desde 2010, o Ministério da Saúde admite a farmácia viva nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde implantou o Programa de Fitoterápicos e Plantas Medicinais em 2009. No momento, quatro tipos de ervas estão disponíveis nos postos de saúde da rede municipal: espinheira-santa, isoflavona de soja, garra-do-diabo e valeriana. Mas a flora brasileira é mais rica que isso.

“Existem, só no Brasil, mais de 50 mil espécies. Dessas, cerca de mil são usadas e não mais do que 500 já passaram por avaliações química, toxicológica e farmacológica”, afirma Luis Carlos Marques, mestre em botânica e especialista em fitoterapia.

Ele aconselha fugir de modismos, que dificilmente têm embasamento científico. É o caso, diz, do chá de canela-de-velho, indicado para problemas reumáticos. “É uma novidade de grande apelo comercial, mas que não foi sequer avaliada superficialmente.”

Dezenas de fitoterápicos são classificadas pela Anvisa como medicamentos isentos de prescrição médica —a lista está na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde (bvsms.saude.gov.br). O que não quer dizer que sejam inofensivos.

“A ideia de que ervas são naturais e, por isso, não fazem mal é equivocada. Elas devem ser tratadas com a mesma responsabilidade que dispensamos a qualquer remédio”, diz Raymundo Paraná, professor de gastro-hepatologia da Universidade Federal da Bahia.

Segundo Paraná, há ervas populares com risco de toxicidade, como a maca peruana e o confrei. “Fitoterápicos podem interagir com substâncias, aumentando seus efeitos ou provocando reações tóxicas.” E as consequências podem ser sérias, de hepatite crônica a cirrose hepática.

A recomendação, diz Paraná, é não só consultar um médico antes, mas pesquisar se há estudos que comprovem sua ação e indiquem formas de preparo e posologia.

Link: http://www.abradilan.com.br/#/noticia/8962

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