Quero ser cliente
Central de Vendas 0800 707 4774 ou 54 3544 1800
Postado em 09 de Maio de 2019 às 08h45

Dos gastos anuais, só 6,6% são com remédios

Cansada da queda de braço constante com os planos de saúde em torno dos custos dos medicamentos e da incorporação de novos tratamentos ao sistema, a indústria farmacêutica encomendou um estudo para medir o peso que, de fato, os remédios têm nos gastos da saúde suplementar no Brasil. Conduzido pela IQVIA, que audita as vendas do setor em todo o mundo e é um dos nomes mais respeitados na área, o levantamento recém-lançado mostra que esses gastos representam apenas 6,6% do total desembolsado anualmente e não são os grandes vilões da inflação da saúde suplementar.

Ou seja, frente a um dispêndio anual de R$ 190,5 bilhões dos planos de saúde, R$ 12,7 bilhões dizem respeito a medicamentos. Ao mesmo tempo, conforme o estudo ?As Novas Tecnologias e a Saúde Suplementar?, o desperdício com fraudes e exames considerados desnecessários chega a R$ 36,6 bilhões por ano, equivalente a 19,2% do gasto total. A maior parte dos dados usados no levantamento é de 2014 a 2017, mas há alguns recortes que consideram o intervalo de 2013 a 2018.

?A indústria farmacêutica é um dos fornecedores e se sente injustiçada. Há muito tempo o reajuste dos medicamentos fica abaixo da inflação, enquanto o dos planos fica acima?, diz o diretor de Acesso e Assuntos Econômicos da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Pedro Bernardo. Entre 2005 e 2018, segundo a entidade que reúne as multinacionais do setor, o reajuste dos medicamentos foi de 86,99%. No mesmo período, a inflação foi de 118,84%, quase 32 pontos percentuais a mais.

De acordo com Bernardo, o estudo retrata a real responsabilidade da indústria farmacêutica nos gastos dos planos e, na verdade, o peso dos medicamentos deveria ser maior ? isso ocorreria naturalmente se mais tecnologias inovadoras fossem incorporadas, observa o executivo. ?Queremos mostrar que não é dificultando a incorporação de novos tratamentos que haverá melhora do equilíbrio financeiro dos planos?, afirma.

O estudo mostra ainda que o número de pessoas atendidas pelos planos caiu 5,8% entre 2014 e 2017, para 47,2 milhões, na esteira da crise econômica e do desemprego. Houve mudança no perfil dos beneficiários, com redução entre o público mais jovem e crescimento do total de idosos. Com isso, muda também a demanda, uma vez que idade é fator de risco: nesse intervalo, houve aumento de 10,9% para os procedimentos de assistência médico-hospitalar, para 1,3 bilhão por ano, e de 17,8% dos procedimentos por paciente, para 28,1% por ano. ?A solução passa por todos os setores terem transparência em seus números, para que a sociedade entenda onde está o problema?, diz Bernardo.

Fonte: Valor Online
Link: https://www.valor.com.br/empresas/6244649/dos-gastos-anuais-so-66-sao-com-remedios

Veja também

Anvisa disponibiliza o rastreamento de medicamentos por aplicativo11/07/19 O processo ainda está sendo desenvolvido e o rastreamento de medicamentos deve estar em operação até 2022 Quem deseja ter mais controle sobre o medicamento que está tomando, agora já consegue. Um novo sistema de rastreamento foi criado para dar mais segurança ao consumidor e evitar a venda de medicamentos falsificados ou roubados. A lei 11.903 que cria essa exigência foi sancionada em 2016. O processo ainda......
Sutilezas letais: os sintomas menos conhecidos do infarto14/03/19 Dor e aperto no peito que irradiam para o braço esquerdo e pescoço são os sintomas mais comuns e conhecidos de um infarto do miocárdio, popularmente chamado de ataque do coração. Quando esses sinais se manifestam, quase todo mundo sabe que é preciso buscar......
Prescrição médica digital e farmácias: esta relação pode dar certo?13/06/19 A realidade, o dia a dia, o perfil das farmácias e drogarias no Brasil e também de seus clientes vêm mudando muito nos últimos anos. Com uma base atualizada em tempo real com referências de milhares de medicamentos, uma ferramenta tecnológica traz mais......

Voltar para Notícias