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Postado em 15 de Março às 13h55

Indústria pede 28 novos medicamentos isentos de prescrição

Ao longo de 2019, novas liberações de MIPs devem começar a acontecer

A indústria farmacêutica pediu que um grupo de 28 medicamentos receba a chancela de ?isentos de prescrição médica? pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo dados da Agência, as solicitações incluem substâncias destinadas ao tratamento de herpes (penciclovir), alergias (dicloridrato de levocetirizina), inflamações (diclofenaco potássico) e gastrite e esofagite (omeprazol e esomeprazol). ?Acreditamos que, ao longo de 2019, as liberações devam começar a acontecer. Porém, vale ressaltar que a liberação dos pedidos da indústria farmacêutica para isenção de prescrição de medicamentos depende de avaliações criteriosas do perfil de segurança?, comenta a Vice-Presidente Executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci. Podem se enquadrar nessa classe de medicamentos aqueles que apresentam segurança, baixo potencial de risco, não apresentar dependência, são voltados para sintomas identificáveis, possam ser manejáveis pelo paciente e utilizados por curto período de tempo.

Considerando que, no Brasil, há o agravante do inchaço do sistema de saúde, os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) exercem um papel social e econômico muito importante, segundo avalia Marli. ?Os MIPs redirecionam recursos públicos que seriam usados no tratamento de doenças menores para doenças mais graves, que têm um grande impacto sobre a população e a saúde pública?, pontua.

A diminuição substancial de custos para o sistema de saúde, sem dúvida, é um dos grandes benefícios da categoria. ?No Brasil, um artigo publicado em 2017 no Jornal Brasileiro de Economia e Saúde revelou uma potencial economia de cerca de R$ 400 milhões pelo sistema de saúde brasileiro com o uso de MIPs. O trabalho também calculou o impacto de retorno de investimento: para cada R$ 1,00 gasto com um MIP, foram economizados até R$ 7,00?, cita Marli.

Vale lembrar que o farmacêutico tem uma grande importância quando se fala em MIPs. ?Será a ele que o consumidor recorrerá caso tenha quaisquer dúvidas quanto à utilização do medicamento que pretende adquirir. Trata-se do profissional mais indicado para esclarecer dúvidas relativas ao uso responsável?, comenta a executiva da Abimip.

Mercado de MIPs deve crescer mais de 60% até 2024
O mercado MIPs foi avaliado em US$ 303,51 bilhões em 2018, e estima-se que seja avaliado em US$ 491,02 bilhões em 2024, uma alta de 61,78%, segundo dados da Research And Markets. De acordo com o relatório, os impulsionadores do crescimento desse segmento são inovações de produto, alta penetração no mercado emergente, estrutura regulatória favorável e inclinação das empresas farmacêuticas para MIPs em detrimento aos medicamentos de prescrição.

O mercado global de MIPs provavelmente registrará a maior taxa de crescimento nos mercados emergentes da América Latina e do Sudeste Asiático nos próximos anos. O relatório indica que isso pode ser atribuído à população em rápido crescimento, juntamente com a crescente classe média nessas regiões, o que culminará num acesso maior aos medicamentos. Juntamente com novos canais de acessibilidade em mercados emergentes em lojas de varejo, os supermercados também estão contribuindo para o crescimento do mercado de medicamentos OTC nas economias emergentes.

Fonte: Guia da Farmácia
Link: https://guiadafarmacia.com.br/industria-pede-28-novos-medicamentos-sem-receita/

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