Quero ser cliente
Central de Vendas 0800 707 4774 ou 54 3544 1800
Postado em 26 de Junho às 19h33

Insulina inalável pode ajudar no tratamento do diabetes

Maioria dos pacientes mantém doença fora de controle, diz médico

A recente liberação da insulina inalável (03/06) marca a passagem do Dia Nacional do Diabetes nesta quarta-feira (26). O medicamento, autorizado para venda e consumo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em oito formas de apresentação, ainda precisa ser importado dos Estados Unidos.

Para o médico e pesquisador Freddy Goldberg Eliaschewitz, a disponibilidade do medicamento pode ajudar no tratamento da doença no Brasil, pois é mais confortável do que a aplicação da insulina por injeção e o manejo é mais eficiente. A insulina inalável começa a funcionar em 10 minutos no organismo e o efeito dura até 90 minutos.

A insulina injetável pode demorar até 60 minutos para começar a fazer efeito e permanece ativa por até cinco horas no organismo.

?Por um lado, se o paciente aplica a insulina injetável antes do almoço e o medicamento demora a agir, o nível de açúcar sobe muito no início da refeição. Muitas vezes, a comida foi ingerida, mas a insulina nem começou a agir. Por outro lado, se o efeito da insulina demora a passar, o paciente pode sofrer uma queda de açúcar mais adiante. A absorção dos alimentos já terminou, mas a insulina continua agindo?, explica Eliaschewitz que é médico Hospital Israelita Albert Einstein e diretor clinico do Centro de Pesquisas Clinicas, que desde 2014 trabalhou nos testes para o desenvolvimento da nova droga.

O diabetes é considerado uma doença crônica onde o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo do paciente não consegue utilizá-la. A insulina é o hormônio que regula a glicose no sangue.

Fora de controle
Eliaschewitz descreve que já há cerca de 15 milhões de pessoas com diabetes no Brasil, mas 90% dos pacientes com o tipo 1 e 73% dos que sofrem com o tipo 2 ?não têm controle sobre a doença?. Ele contabiliza que ?metade dos pacientes não controla a doença por falta de conhecimento do diagnóstico. Entre os que sabem do diabetes, metade não vai com regularidade ao médico. E mesmo os que vão, mais da metade não toma os devidos cuidados?.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes do tipo 1, geralmente, surge na infância ou adolescência. ?A causa desse tipo de diabetes ainda é desconhecida (...) Sabe-se que, via de regra, é uma doença crônica não transmissível genética, ou seja, é hereditária, que concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil".

O diabetes do tipo 2 é mais frequente em adultos e está diretamente relacionado ao sobrepeso, ao sedentarismo e à má alimentação. ?Ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida?, explica o Ministério da Saúde.

Para Freddy Eliaschewitz, o Brasil vive uma ?pandemia de diabete do tipo 2 a reboque da pandemia de obesidade?. Segundo ele, o país poderá viver no futuro uma pandemia das complicações causadas pela doença, ?que são penosas e custosas de tratar?, como o glaucoma, problema nos rins e disfunção erétil.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: Agência Brasil

Veja também

20 anos de Lei dos Genéricos19/03 Por Érica Sambrano* No Brasil, a Lei dos Medicamentos Genéricos (nº 9.787) foi implementada em 10 de fevereiro de 1999 com um objetivo macro muito claro: ampliar o acesso da população a tratamentos eficazes, seguros e, obviamente, mais baratos. É, sem exageros, um marco na saúde pública do país. Na prática, a lei viabilizou a comercialização de medicamentos com patentes expiradas para laboratórios que tiverem......
Alanac quer rever norma de precificação de remédios04/04 Criada há 36 anos, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) vem trabalhando pela modernização da regra de regulação de preços de medicamentos. Segundo o diretor executivo Henrique Tada, a entidade já recebeu da Câmara de Regulação do......

Voltar para Notícias