Quero ser cliente
Central de Vendas 0800 707 4774 ou 54 3544 1800
Postado em 15 de Março de 2019 às 08h55

Pressionada pelo setor farmacêutico, indústria recua 0,8% em janeiro

A indústria brasileira começou o ano sem fôlego, com perda continuada de dinamismo. Em janeiro, a produção industrial registrou queda de 0,8% na comparação com o mês imediatamente anterior, divulgou o IBGE nesta quarta-feira. Pelo terceiro mês consecutivo sem recuperação industrial, a pesquisa mostra uma retração generalizada dos setores. Em relação a janeiro de 2018, a indústria recuou 2,6% e registrou o pior desempenho em bens de capital, que caiu 7,7%, ocasionada pela diminuição na produção de máquinas e equipamentos para a própria indústria.

Entre as categorias, o principal impacto negativo de janeiro em relação ao mês anterior foi na indústria farmacêutica, com queda de 10,3%. Além disso, a produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) apresentou variação negativa de 3%.

? Com base no mês imediatamente anterior, o principal impacto de queda vem da área farmacêutica, que vinha crescendo em dois meses em sequência, principalmente ocasionada pelo fator pontual das férias coletivas tiradas pelos funcionários em janeiro, e não em dezembro, diminuindo a produção. Porém, é um setor cujas taxas oscilam bastante mês a mês ? destacou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

Em relação a dezembro de 2018, houve perda em 13 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. O recuou acentuado dos bens de capital no primeiro mês do ano refletem a fraqueza de investimentos no setor.
? A perda do ritmo da indústria, principalmente no segundo semestre do ano passado, ainda mostra impactos vindos por conta da crise na Argentina. Há incerteza na economia, o que posterga os investimentos, impactando o resultado dos bens de capital. Estamos com investimentos meio travados para a indústria como um todo. Os bens de consumo semi e não duráveis apresentam resultado negativo porque as famílias estão postergando o consumo, principalmente por conta da alta taxa de desemprego ? explica Luana Miranda, pesquisadora da área de Economia Aplicada do FGV-IBRE.

As variações negativas mostram que alguns setores têm mais dificuldades do que outros para se recuperar, mas a demanda de um ramo industrial por outro impacta no resultado geral.

? É um desempenho muito decepcionante de um setor que precisa recuperar 17% em relação ao pico atingido em maio de 2011. A disseminação das taxas negativas mostra que há um problema de recuperação.A categoria de bens intermediários, embora não seja a que mais retroagiu em janeiro, apresenta cinco meses consecutivos de queda. Chamo atenção porque é o eixo do sistema industrial, porque produz insumo para os outros setores industriais. A fragilidade é acumulativa ? explica Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

A indústria extrativa, com sua queda de 1%, também foi outro setor que afetou a indústria brasileira em janeiro. No entanto, pondera Macedo, ainda não foi possível mensurar exatamente os efeitos da tragédia envolvendo a mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais.

? Em relação aos resultados desse mês para o setor extrativo, considero colocar na conta dessa queda de 1% os efeitos do rompimento da barragem em Brumadinho como algo prematuro, uma vez que o desastre ocorreu no fim mês de referência para a pesquisa. Se influenciou para essa queda, foi uma contribuição pequena. Porém, não descarto os efeitos disso para os próximos meses.

Fonte: O Globo
Link: https://oglobo.globo.com/economia/pressionada-pelo-setor-farmaceutico-industria-recua-08-em-janeiro-1-23516656

Veja também

Pesquisa mostra importância de programas de fidelidade em farmácias12/04/19 Os programas de fidelidades estão em alta nas farmácias, com a população buscando cada vez mais esses benefícios. Esse é um dos resultados que a Febrafar apresentou com a Pesquisa de Comportamento do Cliente na Farmácia 2019. Segundos os dados, a representatividade de programa de fidelidade é crescente e nota-se que grande parte da população já aderiu a algum desses programas. Fato é que, dos entrevistados,......
Venda de remédio ainda é um bom negócio, apesar da recessão10/09/19 As vendas de remédio até julho deste ano somam R$ 32,9 bilhões no Brasil. Remédios pra pressão e diabetes lideram as vendas No Brasil, foram comercializados 4,2 bilhões de caixas de medicamentos em 2018, o que representa em valores R$ 62,5 bilhões. Já em......
Pediatra da Fiocruz orienta sobre tratamento da bronquiolite14/05/19 A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de dois anos e é mais comum no inverno. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais suscetíveis......

Voltar para Notícias